Graças Multiplicadas pessoal,
Ontem nem tive tempo de postar aqui... Também né, tanta coisa pra fazer e fiquei meio sem tempo.
Bom, hoje o dia foi bom pacas, às oito horas fui visitar o presídio com minhas colegas (Rai, Rita, Carolzinha, Jana e Manú – só eu de homem pra apascentar as meninas kkk) da Faculdade (UFAL) afim de elaborar um relatório pra uma das matérias do nosso curso.
Assim que chegamos nos deparamos com a velha burocracia dos presídios – mas graças a Deus não fomos revistados... odeio ser revistado – Assim que entramos, fomos recebidos pelo Diretor mais gente fina que conheci (Neto), tratou-nos muito bem e nos convidou a conhecer cada setor de seu local de trabalho ( O PRESÍDIO kkkk). Conhecemos muitas pessoas legais, inclusive um local que para nós irá se tornar um lugar de uso freqüente (o Parlatório). Seguimos em tour by prison até chegar às alas onde os presos são alojados, o ar era bastante diferente daquele que estávamos acostumados a lhe dar (apesar de hoje vivermos em uma sociedade presidiária), nada comparado à liberdade que usufruímos cotidianamente.
Lá conhecemos o Sr. Enoque, gente fina, segundo o Diretor, o detento mais querido do presídio.
Conversamos com os presidiários, na verdade com os líderes de cada ala, e eles nos responderam várias perguntas que tínhamos feito, e por um instante senti que aqueles homens no fundo têm um espírito cordial e podem sim serem ressocializados.
Após este diálogo, passamos para a ala seguinte, onde alguns reeducandos estavam para ser inseridos no sistema prisional, e saímos assim que eles foram inseridos nas alas.
Assim que saímos das alas ouvimos sons de tiros e muito barulho, os presos tinham começado uma “Birra” (uma briga entre os detentos de uma ala, chamada assim carinhosamente pelo Diretor), quando a confusão começou, Manú, Rita e Carol correram para a portaria, ficando somente Jana, eu e Rai, mermão, foi um pega pra capá lá dentro e Jana e eu ficamos curiosos pra ver o que estava acontecendo lá e ficamos esperando a te ceder o chamado das outras meninas que estavam desesperadas nos chamando.
Após a confusão, o diretor nos informou os motivos da “Birra” e que já havia apaziguado tudo, para o bem e felicidade geral da nação kkkk.
Após esse dia corridíssimo, fomos a Churrascaria – por que ninguém é de ferro – e nos deliciamos com um banquete kkk. As meninas já estavam mais calmas e rimos bastante com cada momento que passamos ali.
Após sair, como sempre eu e meus botões começamos a nos acariciar novamente, kkk, pois para postar aqui tinha que voltar para o deserto, e comecei a pensar nos momentos que tinha passado lá, e como muitas vezes fingimos não ligar para tudo que se passa com aqueles homens que estão encarcerados, longe do convívio de suas famílias.
Você deve estar pensando, mas eles merecem estar lá dentro! Eles colheram o que plantaram! Estão sofrendo o mal que fizeram! Não é? Por favor, não finja ser o santinho e admita que você pensou isso.
Pois é, não diferente de vocês enquanto andava por aquele lugar, muitas vezes vieram em minha cabeça os mesmo pensamentos, mas aqui no deserto consegui refletir um pouco daquilo que Jesus ensina quando ele adverte acerca dos marginalizados, vejamos:
“(...) estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me (...)”
Mt 25, 31-46
A passagem acima ainda é um paradigma para aqueles que vivem o evangelho de Cristo, não deixamos de ser retos se amarmos àqueles que nos fazem o mal, saibamos que o amor é paciente, benigno, não se ufana, mas é complicado quando mal que sofremos é cometido a alguém que amamos.
Isso passou várias vezes em minha mente, e compartilhei essa raiva que passava em meu coração com minhas colegas, só em saber que ali se encontravam pessoas que tinham cometido grande males, destruído várias famílias, e me perguntava como Jesus poderia amar esse povo assim mesmo?!
Bem, a resposta sempre vem, e o IMENSO AMOR DE DEUS, sempre é a resposta. Ele conhece cada coração daquele, desde quando foram gerados no ventre de suas mães, e sabe o motivo de todas as atrocidades que cometeram.
Peço a Deus que cuide daquelas almas e peço a você, leitor desse blog, que ore comigo para que Jesus visite – através de nós – aqueles homens e mulheres que estão encarcerados precisando de perdão e de salvação.
A maior prisão que eles vivem é justamente a ausência de Deus, oro ao Senhor que não desampare-os e que convertam o coração deles a viver o bem, com também liberte-os de todas as algemas que o inimigo impôs sobre a vida deles.
Sim, não posso terminar esse post sem agradecer as minhas colegas pelo dia madeira que tivemos, e a Deus pelos livramentos que Ele tem nos concedido. Deus abençoe vocês.
Beijão e até a próxima, bem aqui mesmo, no DESERTO!
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